O e-mail marketing pode gerar vendas, mas seu resultado depende do estágio da jornada, do nível de interesse dos contatos e da estratégia que sustenta cada envio. Esperar que toda mensagem resulte imediatamente em uma compra é ignorar o caminho percorrido pelo lead antes da decisão.
Quando uma base recebe e-mails, mas não avança, isso não significa necessariamente que o canal deixou de funcionar. O problema pode estar na expectativa, na segmentação ou na falta de continuidade entre atração, relacionamento e conversão.
Afinal, e-mail marketing ainda funciona?
Sim. O número de usuários de e-mail no mundo chegou a 4,6 bilhões em 2025 e deve alcançar 4,9 bilhões até 2028, segundo dados da Statista. Além disso, mais de 70% das pessoas de todas as faixas etárias utilizam algum serviço de e-mail mensalmente, de acordo com o Digital 2025 Global Overview Report.
Esses números mostram que o canal não foi abandonado. Ele continua presente na rotina digital de grande parte da população. O que mudou foi a forma de utilizá-lo: disparos genéricos e desconectados da jornada tendem a perder espaço, enquanto mensagens segmentadas e relevantes ajudam a construir relacionamento.
Um e-mail não deve ser avaliado apenas pela venda direta
Segundo dados do RD Station, a taxa média de cliques em e-mails das empresas brasileiras é de 2,15%. Ou seja, esta é uma métrica naturalmente baixa, comparada a outros canais.
Isoladamente, esse percentual pode gerar a percepção de que o canal tem pouco impacto. Porém, pesquisas mostram que somente 8,4% dos profissionais de marketing consideram as taxas de abertura e de cliques as métricas mais importantes para avaliar o sucesso do e-mail. Isso acontece porque o papel do canal não termina no clique.
Um lead pode ler uma mensagem, reconhecer uma necessidade, visitar outros canais da empresa e converter posteriormente. Nesse caso, o e-mail participou da decisão, mesmo sem registrar a última interação antes da venda.
Por isso, sua análise deve considerar também o avanço dos leads no funil, a geração de oportunidades, as conversões assistidas e a influência dos conteúdos no processo comercial.
Uma base fria precisa ser aquecida
Nem todo contato que entra na base está preparado para comprar. Uma pessoa pode ter preenchido um formulário ou baixado um material sem conhecer suficientemente a empresa ou entender a própria necessidade.
Enviar somente ofertas para esse público tende a produzir pouco envolvimento. Primeiro, é necessário desenvolver o relacionamento com conteúdos que ajudem o lead a compreender seu problema, conhecer possíveis caminhos e avançar gradualmente até uma decisão.
Essa é uma das funções da nutrição dentro de uma estratégia de inbound marketing: manter uma comunicação relevante ao longo da jornada, sem exigir uma conversão antes da hora.
Já uma base engajada, que abriu mensagens, acessou páginas ou demonstrou interesse em determinado assunto, pode receber comunicações mais próximas da oferta.
Quanto mais segmentado, melhor o desempenho
Tratar toda a base da mesma maneira reduz a relevância dos envios. E esse costuma ser o maior desafio das empresas, principalmente quando olhamos para mailings grandes e antigos.
A segmentação permite adequar o assunto, o conteúdo e o CTA ao perfil, aos interesses e ao comportamento de cada grupo.
Segundo a pesquisa State of Marketing 2026, 26% dos profissionais de marketing consideram o e-mail um dos canais mais eficazes para segmentação e personalização. Isso o coloca entre os três principais casos de uso, empatado com as mídias sociais pagas.
O impacto aparece nos resultados: e-mails segmentados geram 30% mais aberturas e 50% mais cliques do que mensagens não segmentadas.
Para segmentar corretamente, a empresa precisa organizar seus dados e identificar os interesses dos contatos. Uma boa implantação de CRM e RD Marketing contribui para mapear a jornada e estruturar o funil, acompanhando o caminho do primeiro contato à venda.
E-mail marketing ou WhatsApp?
Não é necessário escolher apenas um canal. O e-mail é adequado para conteúdos mais completos, relacionamento recorrente e nutrição em escala. Já o WhatsApp oferece uma comunicação mais imediata e costuma apresentar taxas de abertura maiores, embora o disparo possa ter um custo mais elevado.
Em muitos casos, os canais se complementam: o e-mail desenvolve o assunto e mantém o relacionamento, enquanto o WhatsApp reforça comunicações mais diretas ou urgentes.
Ferramentas como o RD Marketing, utilizado na gestão dos e-mails e fluxos de nutrição, e o RD Conversas, voltado à organização das interações pelo WhatsApp, podem trabalhar de forma integrada. Essa combinação ajuda a automatizar comunicações, centralizar os atendimentos e conduzir os contatos mais preparados para o time comercial.
E-mail vende, mas não trabalha sozinho
Uma estratégia eficiente conecta e-mail marketing, tráfego pago, redes sociais, SEO e atuação comercial. O anúncio atrai, o conteúdo educa, as redes mantêm a marca presente, o e-mail nutre e o time de vendas aborda as oportunidades mais preparadas.
Quando há estratégia, segmentação e integração entre canais, o e-mail deixa de ser um disparo isolado e passa a cumprir seu papel na geração de demanda.
Transformamos bases de contatos em oportunidades
Para que o e-mail marketing gere resultados, é necessário estruturar a tecnologia, os dados e a comunicação de acordo com cada etapa da jornada. A Qing atua na:
- implantação de CRM para organizar o funil e aproximar marketing e vendas.
- implantação do RD Marketing;
- criação de estratégias de nutrição de leads;
- desenvolvimento de ações de retenção e recuperação de contatos;
Com essas frentes conectadas, a empresa consegue acompanhar o comportamento dos contatos, direcionar mensagens mais relevantes e identificar o momento adequado para uma abordagem comercial.
Conte com a Qing para estruturar estratégias conectadas a toda a jornada de compra para transformar contatos em oportunidades no momento certo.
Por Natalia Steinbach
Inbound Marketing | Gestão de Projetos de Sites
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